quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Literatura

A poesia está para a prosa assim como o amor está para a amizade e ponto-final; a questão comercial jamais pode ser esquecida; temos que despertar nas crianças o interesse pela leitura. Concordamos.
Aí, eu pergunto a vocês: como é que se desata esse nó?
A criança tem o estímulo para a leitura negado desde cedo. A televisão, os joguinhos-de-vídeo-game, o computador despertam o interesse pela informação que chega pronta, mastigada, decodificada. Não é preciso pensar, imaginar, sonhar com uma história. Ela já está feita, maquiada, acabada. É mais fácil, portanto, vender o filminho, o joguinho, o computador, o aparelho de televisão, do que um livro. É mais fácil, vende mais. Mais e mais rápido.
Tal processo, ao longo de 10, 12 anos, fabrica uma geração de jovens pouco afeitos ao livro.
Pior. Uma geração de pais-em-crise pela absoluta falta de profundidade no Pensamento de seus filhos, pela superficialidade com que eles encaram a Vida. Ambas as gerações precisam de ajuda. O que elas fazem? Compram... um livro de auto-ajuda!!!
E a poesia?
Qual nada... A poesia que fique para os poetas. Pra gente que tem tempo de sobra. Pra gente que não tem que correr atrás de educar os filhos, cuidar para que tenham uma vida melhor...
A bola de neve toma uma proporção incontrolável. Ninguém mais consegue intervir.
Aí, eu pergunto a vocês: como é que se desata esse nó?

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